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      Quais acessórios para câmera fotográfica valem a pena?

      O que ajuda nas suas fotos, o que protege a câmera e o que fica esquecido na gaveta.

      Escrito por Lucas Abraão Fotografia

      7 min de leitura

      Resposta rápida

      Os primeiros acessórios para câmera fotográfica que valem a pena são um cartão de memória confiável e uma bateria extra. Depois vêm o para-sol e um kit simples de limpeza. Tripé, filtro polarizador e flash externo entram quando o seu tipo de foto pede: noite e paisagem, viagem com céu e água, festa em ambiente fechado.

      Vamos nos aprofundar no assunto

      Que cartão de memória e bateria comprar? · Tripé vale a pena para quem está começando?

      6 partes · 7 min de leitura

      Em que ordem comprar acessórios para câmera fotográfica?

      Acessório bom é o que resolve um problema que você já tem. Por isso a ordem de compra importa mais do que a lista.

      1. Cartão de memória de marca conhecida, comprado em loja oficial.
      2. Bateria extra, original ou de marca paralela confiável.
      3. Para-sol da lente, se ela não veio com um, e um kit de limpeza básico.
      4. Uma lente clara, como a 50 mm f/1.8, antes de qualquer acessório caro.
      5. Tripé, filtros ou flash, conforme o tipo de foto que você mais faz.

      A lente não é acessório, mas está na lista de propósito. Ela muda mais as suas fotos do que quase tudo que se vende como acessório.

      O kit para o seu momento

      Seu momentoComece comDepois, se fizer falta
      Começando do zeroCartão, bateria extra, para-sol e limpezaLente 50 mm f/1.8
      Hobby, viagem e famíliaO mesmo kit, mais uma bolsa discretaPolarizador e tripé leve
      Quer virar profissionalDois cartões e mais de uma bateria extraFlash externo, rebatedor e HD externo para backup

      Que cartão de memória e bateria comprar?

      Primeiro, confira no manual o tipo de cartão da sua câmera. A maioria das câmeras de entrada e intermediárias usa SD. Depois, olhe os símbolos de velocidade:

      • U3 ou V30: garantem gravação de pelo menos 30 MB/s. Dão conta de foto em rajada nas câmeras de entrada e costumam ser o mínimo recomendado para vídeo 4K.
      • UHS-II: na câmera, só faz diferença se ela tiver entrada UHS-II. Se não tiver, você paga por velocidade que a câmera não usa.

      Sobre capacidade, 64 GB guardam mais de mil fotos RAW numa câmera de 24 MP. Minha sugestão é ter dois cartões médios em vez de um gigante: se um falhar, você não perde a viagem inteira.

      Formate o cartão na própria câmera, sempre depois de copiar as fotos.

      A bateria extra é o acessório que mais salva passeio. Nas mirrorless, é quase obrigatória, porque visor e tela eletrônicos consomem muita carga.

      Baterias paralelas de marca conhecida costumam funcionar bem e custam menos. As muito baratas podem render bem menos que o anunciado e, em algumas câmeras, nem mostrar o nível de carga correto. Se qualquer bateria esquentar demais ou estufar, pare de usar. Para viagem importante, minha sugestão é levar pelo menos uma original.

      Tripé vale a pena para quem está começando?

      Depende do que você fotografa. De dia, com luz boa, o tripé quase sempre fica em casa. Ele faz diferença quando a velocidade precisa ser lenta: cidade à noite, céu estrelado, água em movimento, autorretrato e vídeo.

      Céu estrelado pede o obturador aberto por vários segundos: só o tripé segura a câmera parada esse tempo todo.

      Cidade à noite com tripé

      f/8 · 10 s · ISO 100, com o timer de 2 segundos. O tripé segura a câmera, e o timer evita o tremido do seu dedo apertando o botão. Sem tripé, a mesma cena pediria um ISO muito alto e sairia cheia de ruído ou tremida.

      O que olhar na hora de comprar:

      • Firmeza antes de altura. Tripé fino que balança com vento não serve para foto longa.
      • Capacidade de carga acima do peso da câmera com a sua lente mais pesada.
      • Cabeça do tipo bola (ball head), que costuma ser a mais prática para foto.
      • Coluna central baixa. Subir a coluna é o jeito mais rápido de deixar o tripé instável.

      Filtro UV, polarizador ou ND: qual faz diferença?

      Filtro UV. Nas câmeras digitais, quase não muda a imagem. Serve só como proteção para a frente da lente. Se for usar, escolha um de boa qualidade, porque filtro ruim pode tirar nitidez e criar reflexos contra a luz.

      Polarizador (CPL). É o filtro que mais muda a foto. Ele tira reflexo da água e de vidros, deixa o azul do céu mais profundo e as folhas com cor mais viva. Esse corte de reflexo não dá para refazer na edição.

      0
      A Vibração da edição deixa céu e folhas mais vivos, mas o reflexo no lago continua: esse, só o polarizador corta.

      No céu, ele funciona melhor com o sol a cerca de 90° da direção em que você aponta a câmera. Dois cuidados: o polarizador escurece a foto em cerca de 1 a 2 pontos, e em grande-angulares, como uma 16 mm, o céu pode ficar mais escuro de um lado do que do outro.

      ND (densidade neutra). Escurece a cena por igual, para usar velocidade lenta de dia ou abertura grande com muita luz. É o filtro da água com efeito seda, e qual ND escolher está no guia de longa exposição.

      Flash, rebatedor, bolsa e limpeza: quando entram?

      Flash externo. Vale para quem fotografa em ambiente fechado à noite. Ele tem mais potência que o embutido e gira a cabeça para rebater a luz no teto. O que olhar na compra está em qual flash comprar.

      Direto fonte pequena e de frente: luz dura, sombra marcada

      No teto o teto vira uma fonte grande: luz suave, vinda de cima

      Com a cabeça do flash virada para o teto, a luz volta de uma área grande e chega mais suave ao rosto.

      Rebatedor. É um dos acessórios mais baratos e úteis para retrato. O modelo dobrável 5 em 1 (branco, prata, dourado, preto e difusor) clareia o rosto no contraluz e suaviza a sombra debaixo dos olhos.

      Bolsa ou mochila. Acolchoada, com espaço para a câmera, uma lente extra e a bateria. Na rua, modelo discreto e sem logotipo de marca de câmera chama menos atenção.

      Limpeza. Soprador de borracha, pano de microfibra e caneta de limpeza (lens pen) formam o kit básico. A ordem certa para limpar sem riscar e o jeito de guardar longe da umidade estão no guia de fungo na lente.

      Saber o que comprar, e principalmente o que deixar na loja, é parte da aula de Equipamento do Curso de Fotografia.

      Perguntas frequentes

      Qual cartão de memória usar na câmera?

      Na maioria das câmeras de entrada e intermediárias, um cartão SD de marca conhecida, com os símbolos U3 ou V30, de 64 ou 128 GB. Compre em loja oficial, porque falsificação é comum. Confira antes no manual se a sua câmera usa mesmo SD: alguns modelos profissionais usam outros formatos, como CFexpress.

      Qual o melhor tripé para câmera fotográfica?

      O melhor é o que fica firme com a sua câmera e a sua lente mais pesada, sem balançar no vento. Olhe a capacidade de carga, prefira cabeça do tipo bola e evite subir a coluna central. Para viagem, um modelo compacto e firme vale mais do que um alto e frágil.

      Tripé para câmera e celular serve bem?

      Serve para celular, câmera leve, vídeo e foto de dia. Com câmera e lente juntas, esses modelos costumam balançar justamente na foto longa, que é onde o tripé mais importa. Se o plano é cidade à noite ou céu estrelado, invista num tripé firme e use um suporte de celular com rosca para aproveitá-lo com o telefone também.

      Filtro UV protege a lente?

      Protege a frente da lente contra risco e poeira, mas em câmera digital quase não muda a imagem. Filtro UV barato pode tirar nitidez e criar reflexos contra a luz. O para-sol já protege contra batidas e ainda melhora o contraste, então dá para começar só com ele.

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