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      Lente 75-300 ou 55-250: qual comprar?

      As duas teleobjetivas mais baratas da Canon lado a lado: o que cada uma faz bem, onde ela falha e qual vale mais na sua câmera.

      Escrito por Lucas Abraão Fotografia

      8 min de leitura

      Resposta rápida

      Numa Canon APS-C, como a T7, a EF-S 55-250mm IS STM costuma ser a compra melhor: é mais nítida, tem estabilizador e foca em silêncio. A EF 75-300mm f/4-5.6 III alcança mais e costuma custar menos, mas não tem estabilizador e perde nitidez perto dos 300 mm. Numa DSLR full frame, onde a 55-250 não encaixa, a 75-300 é a opção barata.

      Vamos nos aprofundar no assunto

      Para que serve a lente 75-300mm? · Por que a 75-300 perde nitidez no zoom máximo?

      6 partes · 8 min de leitura

      75-300 ou 55-250: qual comprar?

      As duas são as teleobjetivas zoom mais baratas da Canon e disputam o mesmo orçamento de quem quer fotografar de longe. A diferença, ponto a ponto:

      PontoEF 75-300mm f/4-5.6 IIIEF-S 55-250mm f/4-5.6 IS STM
      Enquadra como (Canon APS-C)120-480 mm88-400 mm
      EstabilizadorNãoSim
      Motor de focoSimples, lento e barulhentoSTM, silencioso e mais rápido
      Nitidez no zoom máximoFraca em 300 mmBoa em 250 mm
      Encaixa em DSLR full frameSimNão
      PreçoCostuma ser a mais barataCostuma custar mais

      Para quem tem Canon APS-C, como a T7, minha sugestão é a 55-250 STM. Os 50 mm a menos de alcance pesam menos do que parece: como ela é mais nítida, a foto em 250 mm aguenta recorte. E o estabilizador salva muita foto de assunto parado com pouca luz.

      A ficha completa, o preço do mês e o que conferir numa usada de cada uma estão nas análises: Canon EF 75-300 mm f/4-5.6 III e Canon EF-S 55-250 mm f/4-5.6 IS STM.

      250 mm
      De 250 para 300 mm, o assunto cresce só 1,2 vez no quadro: arraste e veja como os 50 mm a mais mudam pouco.

      A 75-300 faz sentido em três casos: o orçamento não fecha de jeito nenhum, você vai fotografar quase só com sol forte, ou você tem uma DSLR full frame, onde a 55-250 não encaixa. Nesse último caso, compare também com a EF 70-300mm IS, que tem estabilizador.

      Na R50, na R10 e na R100, a opção nativa, sem adaptador, que faz o papel da 55-250 é a RF-S 55-210mm f/5-7.1 IS STM, pequena e estabilizada. Existe também a RF 75-300mm f/4-5.6, com a mesma proposta desta lente e também sem estabilizador. A 55-250 funciona nelas com o adaptador.

      Para que serve a lente 75-300mm?

      Ela é uma teleobjetiva zoom: aproxima o que está longe. Em 75 mm, faz retrato. Em 300 mm, traz para perto um pássaro na árvore ou um jogador do outro lado do campo.

      Numa Canon APS-C, como a T7, o fator de corte de 1,6x fecha ainda mais o enquadramento: a 75-300 enquadra como uma 120-480 mm de full frame. Para fotografar de longe, isso ajuda.

      Full frame1× · 300 mmAPS-C Canon1,6× · como 480 mm
      O sensor APS-C da Canon aproveita só o miolo da imagem: por isso a 75-300 enquadra como uma 120-480 mm.

      Os usos mais comuns:

      • Pássaros e outros bichos que não deixam você chegar perto.
      • Esporte de dia: futebol, corrida, surfe visto da areia.
      • A Lua, que em 300 mm já mostra crateras depois de um recorte na edição. O passo a passo está em como fotografar a Lua.
      • Retrato de longe, entre 100 e 200 mm. Aparece só um pedaço pequeno do fundo, ampliado atrás da pessoa, e fica fácil escolher um fundo limpo.

      Qual versão é a sua?

      A versão mais encontrada é a EF 75-300mm f/4-5.6 III. Existe também a III USM, com motor de foco mais rápido. Nenhuma das duas tem estabilizador.

      Existiu uma versão antiga com estabilizador, a EF 75-300mm f/4-5.6 IS USM, hoje rara. A regra para ler anúncios: se não tem "IS" no nome, não tem estabilizador.

      Ela é uma lente EF, então encaixa em todas as DSLRs da Canon, APS-C ou full frame. Nas mirrorless da marca com encaixe RF, como a R50, funciona com o adaptador EF-EOS R, e o foco automático continua. Os detalhes estão no guia do adaptador EF para RF.

      Por que a 75-300 perde nitidez no zoom máximo?

      Por uma soma de motivos, e nem todos são culpa da lente.

      A ótica é simples. É um projeto antigo e barato: perto de 300 mm, em f/5.6, a imagem perde contraste e detalhe. Em contornos contrastados, como um galho escuro contra o céu claro, aparecem bordas roxas ou verdes, a chamada aberração cromática.

      Sem estabilizador, o tremor aparece. Em 300 mm numa APS-C Canon, a regra da velocidade segura pede pelo menos 1/500 com a câmera na mão. Muita foto que parece sem nitidez está, na verdade, tremida. O guia de fotos tremidas ajuda a diferenciar uma coisa da outra.

      O ar entre você e o assunto. Calor subindo do chão, poeira e umidade borram o que está muito longe. Nenhuma lente resolve isso. Quanto mais perto você chegar, melhor.

      O foco é lento. O motor da versão III demora e faz barulho. Com assunto em movimento, ela erra mais.

      Para tirar o melhor dela:

      1. Feche para f/8. Nitidez e contraste melhoram em relação a f/5.6.
      2. Use 1/500 ou mais rápido. Com movimento, 1/1000.
      3. Compare 250 e 300 mm. Fotografe o mesmo assunto nas duas posições e recorte a de 250 mm na edição. Muita gente prefere o resultado recortado. Faça o teste com a sua lente.
      4. Chegue mais perto. Andar alguns metros vale mais que os últimos milímetros de zoom.
      5. Corrija na edição. No painel Correções da lente (Lens Corrections) do Lightroom Classic, marque Remover desvio cromático. No Lightroom da nuvem e no app do celular, a opção fica no painel Óptica.

      Como fotografar pássaros com a 75-300?

      Mesmo 300 mm numa APS-C é pouco para um passarinho pequeno de longe. O que resolve é diminuir a distância, não aumentar o zoom.

      • Comece por aves grandes e acostumadas com gente: garças, quero-queros, patos de lago de parque.
      • Escolha lugares onde elas voltam: comedouro no quintal, beira de lago, árvore com fruta.
      • Chegue devagar. Aproxime-se abaixado, em etapas, e pare quando a ave ficar alerta.

      Pássaro pousado, modo manual

      Dia de sol: 250 mm · f/8 · 1/1000 · ISO 200. Dia nublado: 250 mm · f/8 · 1/1000 · ISO 800. Ave em voo: suba para 1/2000 e abra para f/5.6 se faltar luz.

      Ligue o foco contínuo (AI Servo nas DSLRs Canon, Servo AF nas mirrorless), use o ponto de foco central e dispare em rajada. O foco contínuo acompanha a ave quando ela se mexe, e o guia de modos de foco mostra quando usar cada modo.

      A 75-300 serve para fotografar futebol?

      De dia, serve. À noite, ela sofre.

      Com sol, sobra luz para 1/1000, que congela o chute. Fique na lateral do campo, perto do meio, ou atrás da linha de fundo, ao lado do gol, sempre fora da área de jogo e onde a organização permitir. Use foco contínuo e rajada, e acompanhe o jogador com a bola antes do lance acontecer.

      Jogo de dia

      Com sol: 200 mm · f/8 · 1/1000 · ISO 200. Fim de tarde, campo na sombra: 200 mm · f/5.6 · 1/1000 · ISO 1600.

      À noite, com a iluminação de um campo amador, a conta não fecha bem. Em f/5.6 e 1/500, o ISO sobe para 3200, 6400 ou mais, dependendo dos refletores, e o foco fica lento e erra mais.

      Aberturadesfoque do fundoVelocidademovimentoISOruídoExposiçãoo brilho da foto
      À noite, a abertura já está no limite, em f/5.6, e a velocidade não pode cair abaixo de 1/500. Só sobra o ISO, e ele sobe até o ruído aparecer.

      Futsal em quadra coberta tem o mesmo problema. Esporte à noite pede lente mais clara e uma câmera com foco mais rápido.

      Escolher entre alcance, abertura e estabilizador, e montar as lentes certas para o que você fotografa, faz parte da aula de Lentes do Curso de Fotografia.

      Perguntas frequentes

      Lente 75-300 ou 55-250: qual comprar?

      Para Canon APS-C, como T7, T6i e 80D, a 55-250 IS STM costuma ser a melhor compra: é mais nítida, tem estabilizador e foca em silêncio. A 75-300 alcança mais e costuma custar menos, mas perde nitidez perto dos 300 mm. Ela leva vantagem se você tem uma DSLR full frame, onde a 55-250 não encaixa.

      Para que serve a lente 75-300mm?

      Para fotografar o que está longe: pássaros, bichos, esporte, a Lua e retratos de longe, com o fundo bem recortado. Numa Canon APS-C, ela enquadra como uma 120-480 mm de full frame. Rende melhor com luz boa, em f/8 e com velocidade alta, porque não tem estabilizador.

      Qual lente usar para fotografar pássaros?

      Quanto mais longa, melhor. Para começar, uma 55-250 ou uma 75-300 numa câmera APS-C funciona com aves grandes e acostumadas com gente. Para passarinho pequeno, o passo seguinte são teleobjetivas como as 100-400 mm da Canon e as 150-600 mm da Sigma e da Tamron, bem mais caras e pesadas. Em qualquer lente, chegar perto pesa mais que o zoom.

      A lente 75-300 serve para fotografar futebol?

      De dia, sim: com sol, ela chega fácil a 1/1000, que congela o lance. Use foco contínuo, rajada e fique na lateral ou atrás do gol. À noite, com refletores de campo amador, ela sofre: o ISO vai para 3200 ou mais e o foco fica lento.

      A lente 75-300 funciona na Canon R50?

      Funciona com o adaptador EF-EOS R, e o foco automático continua. Ela enquadra como uma 120-480 mm, igual numa T7. Como nem a lente nem a R50 têm estabilizador, use 1/500 ou mais rápido em 300 mm.

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